quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Gato no telhado


        Padre Damião chegava ali uns vinte ano atrás ainda molecote e já envelhava agora nas manha do lugar. Devoto do santo dos bicho, formara franciscano e diz que indiferente as lei tinha Canário da Terra, Trinca-Ferro, Sabiá e Sanhaço na gaiola. Vivia na loja de ração do Bibico, especulando sobre os produto novo que aparecia pra modo de aumentar o canto e a beleza apossada dos seus bichinho.
        Na secular casa da paróquia, de grande telhado e larga frescura, infernizava o pobre padre o namoro dos gato no avançado das noite. Por medo dos bichano invadir a reserva dos fundo e comer os passarinho, Bibico confessara em secreto segredo a gente de confiança que até vendera chumbinho pra modo de o padre espantar a ameaça. Mas diz que foi tanto gato morto que quando as desconfiança do povo chegou no telhado da paróquia, tratou padre Damião de desrespeitar o Oitavo Mandamento e negar envolvimento, mudando de método sim senhor.
        Agora todas as manhã o povo via padre Damião correndo pra fora da cidade no velho fusca, pra modo de seu passeio matinal. Se especulava em boa e ruim língua qual o motivo daquele ritual. O pastor Alvim, de olho no crescimento de sua Igreja Suprema da Flâmula Celeste, jurava que o padre visitava uma velha senhora que tinha duas ou três netinha engraçadinha na casa dos catorze pra quinze ano; já Catarina de Zé Silva jurava que padre Damião seguia pra gruta da Cabaça, um recanto de sossego onde diziam que corria uma água santa, pra modo de tomar da água sempre todo dia em jejum.
Fora Osmarino de Candinha quem no simples ver sem julgar acabara por dar ao povo a explicação maior, contando que padre Damião saía mesmo era pra despejar o lixo no cacimbão da Mocinha, um poço abandonado onde de tudo se jogava depois que engoliu a esposa do velho Duda uma década atrás, devolvendo só o corpo morto depois de cinco dias quando os bombeiro descia de corda os vinte metro do buraco.


O que ninguém via nem sabia era que nos lixo que padre Damião descartava no cacimbão tinha sempre dois ou três gato que caía na gatoeira do bom homem no escuro da noite. E foi assim que o padre batrizou, casou e extremunçou as pessoa da cidade durante os ano sem levantar suspeita sobre a sua inimizade com os gato. E quando Patulé virou prefeito e mandou limpar o cacimbão, contra a vontade do velho Duda, lá se encontrou as ossada de mais de quinhentos gato e vive na mente do povo que os bichano é como elefante e tem um cemitério próprio onde vai quando se aproxima a Indesejada. E é, seu moço, esse povo encontra explicação pra tudo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário