quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

HÉGIRA


Um galope muito estranho de cavalos
Ecoando desde a estrada do remoto
Ainda assombra quem caminha o agora

Na poeira carregada pelo vento
Vinga mais que a alguns poucos desafetos
A carcaça estúpida do tempo

Lá no céu daquele azul tão ilusório
Desenhado com pincéis quase invisíveis
Canta um pássaro armado pra viagem
Lamentando qualquer coisa que ficou

E ao largo alguns relâmpagos rutilam
Brotam nuvens carregadas de desejos
Os tambores já ecoam nos trovões
Molham homens, molham deuses... molha tudo!

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